A Casa de Goa

A Casa de Goa – Associação de Goa, Damão e Diu, adiante designada por Casa de Goa, é uma pessoa colectiva de direito privado, reconhecida como instituição de utilidade pública, sem fins lucrativos, sem filiação político-partidária e sem opção religiosa, e rege-se pelos presentes Estatutos e pelos regulamentos que venham a ser aprovados.

Emblema da Casa de Goa

O emblema da Casa de Goa é representado pelo seguinte:

Sobre um rectângulo ao alto, de fundo azul atlântico, o contorno a branco de uma casa típica de Goa, mas sem parede lateral direita, representando esse contorno a letra típica C

Dentro do contorno da casa, em tom azul-marinho, a letra G contendo no seu interior uma lamparina típica de Goa (“ponnitti”), da cor de barro vermelho, com uma mecha oblonga em cor amarela na sua extremidade direita e, dentro dessa mecha, outra mais pequena de cor vermelho claro

Por baixo do contorno da casa referido na alínea a), mas dentro do rectângulo, as palavras CASA DE GOA da mesma cor da letra G indicada na alínea b)

Nota: são admissíveis simplificações por razões de índole económica

A Casa de Goa no Baluarte do Livramento

Foi um dos poucos baluartes construídos, da projectada linha contínua de fortificações de 1652 que, pelo lado de terra, ligava Alcântara à Cruz de Pedra.

O Baluarte do Livramento, ou das Necessidades, recebia o nome de dois conventos: um, que lhe ficava dentro; hoje desaparecido, o outro, ainda existente e que está junto do antigo Palácio Real das Necessidades, hoje Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Bibliografia: SILVA. A . Vieira da, Dispersos, vol. III. Ed. CML, 1960. Dicionário da História de Lisboa, 1994.

UM BALUARTE NA CIDADE

Estrutura defensiva construída no Séc. XVII, o conjunto edificado do Baluarte do Livramento, inventariado na carta municipal do património pelo seu valor histórico, arquitectónico e ambiental, e inserido na Zona Especial de Protecção, que envolve o Palácio das Necessidades, situa-se na freguesia dos Prazeres, em Alcântara, sobre uma colina calcária, constituindo um ponto notável da frente ribeirinha e do qual se usufrui uma panorâmica do estuário do Tejo.

Face à situação desqualificado do Vale de Alcântara e à degradação e subutilização com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, uma operação co-financiada pela comunidade europeia para a reabilitação e requalificação e reutilização de todo o conjunto edificado, associado à recuperação do tecido social e, simultaneamente, funcionando como factor impulsionador essencial para a recuperação do Vale de Alcântara.

Desta operação e com projecto do Arq. Duarte Nuno Simões resultou a recuperação do forte e a demolição das construções adossadas aos muros do Baluarte.

CML, Reabilitação, Notícias, Espaço Público

REVITALIZAÇÃO DAS ÁREAS URBANAS HISTÓRICA

A reabilitação do Baluarte do Livramento inclui a criação de esplanada, museu, área para realojamento e ateliers para artistas.

O objectivo da reabilitação é o de dar corpo a um espaço de melhoria das condições de vida dos residentes e para a angariação de novas actividades sociais, culturais e económicas, no contexto global da regeneração do Vale de Alcântara.

A implementação do projecto foi extremamente lenta, não só pelas dificuldades de aquisição do terreno e de realojamento de perto das 120 famílias que viviam na zona, como também pelas ruínas arquitectónicas cujo aparecimento afectou consideravelmente o calendário previsto e os trabalhos de construção.

O projecto conjuga a restauração dos edifícios históricos com a construção de edifícios modernos, obedecendo a uma concepção arquitectónica que “respeita” e se adapta à paisagem. O complexo do Baluarte, uma vez concluído, será de qualidade excelente e design inovador, assegurando um conjunto de serviços e potencialidades numa zona degradada, que possam contribuir para a melhoria da imagem e estimular o desenvolvimento futuro.

Comissão Europeia, Base de Dados sobre Boas Práticas em Gestão e Sustentabilidade Urbanas.

A INSTALAÇÃO DA CASA DE GOA NO BALUARTE DO LIVRAMENTO

Com total respeito pela identidade arquitectónica e urbanística do Baluarte do Livramento, as obras de adaptação para a utilização das instalações pela Casa de Goa, circunscreveram-se, fundamentalmente, ao corpo destinado à Sede e aos espaços exteriores, uma vez que os outros dois corpos, designadamente o Museu e o Restaurante já tinham sido concebidos para os fins a que se destinam.

O esquema do espaço na página a seguir , para além de possibilitar a visualização do conjunto integral de edifícios, permite identificar as várias salas que compõem a Sede e a respectiva utilização.

INSTALAÇÕES DA CASA DE GOA

As instalações são constituídas por 4 corpos e um Miradouro.

O primeiro corpo

O primeiro corpo (à superfície), de cerca de 35m x 12.5m dispõe das seguintes valências principais:

Entrada e Bar

Sala de Conferências (a ser utilizada, também, para encontros, exposições temporárias e outros eventos. Capacidade: 80 cadeiras + 70 pessoas em pé.

Sala de Leitura (documentação cultural e científica – monografias, periódicos e informação em suporte audiovisual sobre diversas vertentes do passado e do quotidiano de Goa, Damão e Diu, no contexto da sua relação com Portugal e com a Índia, bem como com as várias comunidades da diáspora goesa.

Centro de Documentação

Secretaria

Sala da Direcção

Sala de Jogos (jogos disponíveis actualmente: carrom, damas, xadrez, cartas, ténis de mesa, computador.

Sala Polivalente (para trabalho em grupo, formação e apoio às actividades a decorrer nas instalações).

Casa de Banho

Zona de arrumação, camarim e sanitários

O segundo corpo

O segundo corpo (à superfície) é constituído por 3 «ateliers» contíguos (seguidos), de área média de cerca de 24m² e sanitários.

O terceiro corpo

O terceiro corpo (subterrâneo) está um RESTAURANTE com a capacidade de 64 pessoas, dotado de amplas instalações para cozinha, arrecadações, balneários para os empregados, etc.

O autêntico sabor goês é garantido por cozinheiros profissionais e especiarias, chegados directamente de Goa.

O quarto corpo

O quarto corpo é um pequeno MUSEU. Espaço que contêm, um troço da muralha original do baluarte do Livramento e para representação da cultura e história indo-portuguesas e do quotidiano goês.

As instalações dispõem ainda de um Miradouro com vista da Ponte 25 de Abril e de uma nesga do rio Tejo.